VGV Regional

R$ 7,36 bilhões em 2025.

O Litoral Norte fechou 2025 com recorde histórico de Valor Geral de Vendas — e o primeiro semestre de 2026 já indica um novo recorde a caminho.

VGV regional (23 municípios)

Evolução do VGV regional
PeríodoVGVObservação
2024 (ano)~ R$ 6,0 biBase de comparação
2025 (ano)R$ 7,36 biRecorde histórico até então
2026 — 1º semestreR$ 3,74 biMovimentado nos 23 municípios
2026 — projeção ano completo~ R$ 8,27 bi+38% em 2 anos vs. 2024

Ranking de VGV por cidade — 2025 (ano completo)

PosiçãoCidadeVGV
1Capão da CanoaR$ 1,90 bi
2Xangri-láR$ 1,70 bi
3TramandaíR$ 1,20 bi
4ImbéR$ 580 mi

Tramandaí mais que dobrou seu VGV entre 2024 e 2025 (de R$ 580 milhões para R$ 1,2 bi), ultrapassando Torres no ranking anual — puxado pela entrega simultânea de grandes empreendimentos de maior valor agregado.

VGV por cidade — 1º semestre de 2026 (confirmado)

92% de todo o VGV do Litoral Norte no 1S 2026 concentrou-se em apenas 7 municípios. O cálculo é derivado da arrecadação e alíquotas do ITBI pelo Sinduscon-RS.

MunicípioVGV 2025 (ano)VGV 1S 2026Projeção 2026Participação
Capão da CanoaR$ 1,90 biR$ 1,094 biR$ 2,42 bi29,25%
Xangri-láR$ 1,70 biR$ 939,0 miR$ 2,08 bi25,11%
TorresR$ 1,05 biR$ 442,5 miR$ 979,2 mi11,83%
TramandaíR$ 1,20 biR$ 356,8 miR$ 789,4 mi9,54%
ImbéR$ 580 miR$ 294,2 miR$ 651,0 mi7,87%
OsórioR$ 400 miR$ 168,2 miR$ 372,2 mi4,50%
Arroio do SalR$ 320 miR$ 163,8 miNão confirmado4,38%
Demais 16 municípios~R$ 210 miR$ 281,7 miNão confirmado7,52%
Total Regional (23 cidades)R$ 7,36 biR$ 3,74 biR$ 8,27 bi100%
Nota: Torres recuperou a 3ª posição regional no 1S 2026 — havia sido ultrapassada por Tramandaí no ranking anual de 2025.
Fonte: Sinduscon-RS (cálculo via arrecadação/alíquotas de ITBI) — Deep Research Gemini, 2026-08-22.
Preço do m²

De R$ 1.400 a R$ 22.000 por metro quadrado.

Nenhuma cidade do Litoral Norte tem cobertura oficial do índice FipeZap — os valores abaixo vêm de ITBI declarado, plataformas especializadas (DWV) e levantamento de mercado local.

Sem cobertura oficial: o FipeZap só cobre Porto Alegre (R$ 7.505/m², dez/2025), Canoas (R$ 5.825/m²), Novo Hamburgo (R$ 5.346/m²) e Pelotas (R$ 4.353/m²) no RS.
Preço médio do m² por cidade (2025–2026)
CidadePreço médioFaixa alto padrãoValorização a.a.
Capão da CanoaR$ 7.500–9.800R$ 12.000–16.0007,9%
Xangri-lá (geral)R$ 8.500–11.000R$ 14.000–20.000até 13,0% (proj. 2030)
Atlântida (distrito)R$ 11.000–14.500R$ 16.000–22.00010,0–14,0%
TorresR$ 6.800–8.900R$ 11.000–15.5008,5–12,0%
TramandaíR$ 4.200–6.500R$ 7.500–9.5006,5–9,0%
ImbéR$ 3.200–4.800R$ 5.500–7.2005,5–8,0%
Osório (sede/lagoas)R$ 3.000–5.000R$ 6.000–8.5005,0–7,5%
Atlântida Sul (Osório)R$ 2.200–3.500R$ 4.000–5.5004,5–6,5%
CidreiraR$ 1.400–2.500R$ 2.800–3.8003,5–5,0%
Divergência entre fontes: uma pesquisa anterior (Costa Dorata) indicava R$ 2.080/m² para Capão da Canoa e R$ 2.690/m² para Xangri-lá — bem abaixo dos valores acima. A divergência provavelmente reflete metodologias diferentes (índice amplo da cidade vs. faixas de mercado/alto padrão). Para uso comercial, confirme com avaliação local (ver PTAM na página de Fundamentos).

Contexto de valorização histórica (2020–2026)

  • Torres: forte valorização em localizações nobres (Praia Grande, Prainha, Quatro Praças) pela escassez de terrenos de frente para o mar.
  • Tramandaí: mudança de patamar — de ticket médio de R$ 200–250 mil para acima de R$ 400 mil em áreas centrais, puxado por prédios de padrão elevado e bairros planejados.
Fonte: Costa Dorata + Deep Research Gemini, 2026-08-22.
Lançamentos

Do vertical de Torres ao horizontal de Cidreira.

O perfil de lançamentos varia com a vocação urbanística de cada cidade — Torres e Tramandaí lideram em volume vertical e loteamentos; Imbé e Cidreira concentram edificações horizontais.

Capão da Canoa

  • Condomínio junto à Lagoa dos Quadros (nome não confirmado): VGV de R$ 450 milhões, casas de arquitetura contemporânea, 7,5 mil m² de infraestrutura tipo resort.
  • Prédio com rooftop 360º: lazer de condomínio-clube, rooftop panorâmico.
  • Condomínio com "praia particular": descrito como escala de resort internacional.

Capão da Canoa atingiu R$ 900 milhões em VGV isoladamente no 1º semestre de 2026. Seis condomínios de alto padrão em construção + 28 edifícios ativos; projeção de ~24 novos lançamentos para 2027.

Torres — +70 edifícios ativos em aprovação/obras

EmpreendimentoIncorporadoraLocalEntrega
Casa NammosRDimerAv. Beira-Mardez/2028
Casa AmalfiRDimerRua General Firmino Paimdez/2027
Oceano Home ResortRDimerBairro Predialjul/2030
AuraRDimerPraia da Calset/2025
LagosPinho ConstrutoraCentro / Lagoa do Violão2030
MontrealPinho ConstrutoraCentro2028
MontserratPinho ConstrutoraBairro Predial2028
BravoConstrutora RommaCentro2030
HorizonKras BiasiPraia Grande2026
OpportunityGruppo BRAv. Benjamin ConstantNão confirmado

Tramandaí

Lake Bairro Planejado (Grupo H2, Nova Tramandaí): investimento superior a R$ 100 milhões, área de 1.130.000 m², 1.834 lotes (300–375 m²), acesso náutico à Lagoa das Custódias, 15 km de ciclovias. Verticais urbanos no Centro incluem Costero Residencial (a partir de R$ 378 mil), Aurora Residence, Edifício Villa Del Mare, Residencial Gran Reserva e Edifício Atlântida (2 dorm. + suíte a R$ 400 mil).

Imbé — foco horizontal

Imobiliária/Construtora Infinity atua nos bairros Centro, Mariluz, Santa Terezinha e Albatroz, incluindo unidades do Minha Casa Minha Vida (9 geminados de 63,45 m², 2 dorm.) e unidades térreas médio padrão (R$ 350–450 mil). Também o Residencial 4 Estações, na Zona Nova.

Osório, Atlântida e Cidreira

  • Osório/Atlântida Sul: condomínios náuticos fechados Aquaville Reserve e Lagoa do Passo (marinas privativas, heliponto); terrenos de 300 m² a partir de R$ 120 mil em loteamentos abertos.
  • Atlântida (distrito de Xangri-lá): maior valor agregado por m² do litoral — condomínios Lotus, Zen, Amare Home Resort e Allure Beach Condo, com segurança armada 24h e lagos artificiais, lotes de 390–600 m².
  • Cidreira: mercado de lotes e habitação de médio-baixo custo — balneários Costa do Sol, Salinas, Parque dos Pinhos, Lagoa Country Club. Casas novas de 2 dormitórios: R$ 80 mil a R$ 216 mil.
Fonte: Deep Research Gemini, 2026-08-22.
Perfil do comprador

Quem compra, e por quê.

A demanda se diversificou: de veraneio puro para moradia permanente, investimento e diversificação patrimonial.

Origem geográfica

  • Porto Alegre e Região Metropolitana (Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo): maior fatia do mercado — lideram compras em Capão da Canoa, Xangri-lá, Tramandaí e Imbé.
  • Interior do RS (agronegócio, Serra Gaúcha): compradores de imóveis de alto/altíssimo padrão em Xangri-lá, Capão da Canoa e Torres.
  • Outros estados (SC, PR, SP, Centro-Oeste): atraídos por Torres e Xangri-lá para diversificação patrimonial.

Segmentação por uso

  • Segunda residência/veraneio: motivação primária em Torres e Xangri-lá — ~80% dos novos apartamentos de Torres são comprados por veranistas.
  • Moradia permanente: forte crescimento em Capão da Canoa, Tramandaí, Imbé e Osório.
  • Impacto das enchentes de maio/2024: aceleraram migração definitiva da Região Metropolitana e Vale do Taquari para o litoral.
  • Investimento para renda (short-term rental): demanda por estúdios/1-2 dorm. com lazer equipado em Torres e Capão da Canoa.
Fonte: Deep Research Gemini, 2026-08-22.
Concorrência

Quem constrói e quem intermedia.

Incorporadoras de grande porte disputam Torres e o eixo Capão da Canoa/Xangri-lá; a intermediação segue dominada por imobiliárias locais.

SegmentoEmpresasPraça principal
Alto padrão/luxoRDimer, Pinho Construtora, ABF Developments, Melnick, Cyrela/Goldfarb, Bauen, MengueTorres / Capão da Canoa / Xangri-lá
Bairros planejadosGrupo H2 (Lake Bairro Planejado)Tramandaí
Médio padrão/térreoInfinity ConstrutoraImbé

Market share percentual individual por construtora: não confirmado — o Sinduscon-RS não publica relatório com a fatia exata de cada empresa.

Intermediação digital

  • Plataforma DWV: principal ferramenta B2B entre incorporadoras e corretores no Litoral Norte para comercialização de lançamentos.
  • Portais nacionais (ZAP, VivaReal, Imovelweb): relevantes como mídia para atrair compradores de fora da região.
  • QuintoAndar e Loft: participação marginal — o mercado segue dominado por imobiliárias locais tradicionais e corretores autônomos especializados.

Capão da Canoa concentra o maior número de canteiros de obra ativos (verticais + horizontais fechados); Xangri-lá tem posicionamento de nicho em alto padrão/luxo; Tramandaí teve o crescimento de VGV mais expressivo entre 2024–2025.

Fonte: Deep Research Gemini, 2026-08-22.
Indicadores complementares

Liquidez, distratos e o novo marco do Airbnb.

Sinais de saúde do mercado além do VGV — e uma decisão recente do STJ que já reconfigura o segmento de temporada.

Distratos e desistências

Taxa reduzida, especialmente em empreendimentos médio-alto/alto padrão (Xangri-lá, Capão da Canoa, Torres) — o financiamento direto com entradas expressivas e parcelamento pelo INCC-M durante a obra dá estabilidade. Taxa percentual consolidada regional: não confirmada.

Tempo médio de venda (liquidez / VSO)

  • Lançamentos de alto padrão em Capão da Canoa, Torres e Xangri-lá: 50% a 80% das unidades vendidas ainda na fase de lançamento.
  • Lofts/unidades compactas de investimento em Torres e Capão da Canoa: estoque 100% vendido em menos de 90 dias.
  • Imóveis usados (+15 anos) ou afastados da praia: tempo médio de venda superior a 12 meses.

Inadimplência em financiamentos

Índice regional acompanha a média nacional (Caixa e bancos privados), historicamente abaixo de 2%. Índice isolado para os 23 municípios: não confirmado.

Locação por temporada (Airbnb / Short-Term Rental)

Mercado nacional de temporada via Airbnb: R$ 99,8 bilhões em 2025 (+22% em anfitriões ativos). Rentabilidade operacional estimada no Litoral Norte: 6% a 10% ao ano.

Marco regulatório (STJ, maio/2026): a Segunda Seção do STJ pacificou que condomínios residenciais têm prerrogativa legal para proibir ou limitar locação por temporada via aplicativos em suas convenções — isso valoriza lançamentos que já nascem com convenção preparada para estadias curtas.

Fatores de demanda e infraestrutura regional

  • Rodovias: ~R$ 220 milhões em pavimentação/pontes em 24 municípios litorâneos.
  • Saneamento (Corsan/Aegea): +R$ 1 bilhão investido em 2025, com 1.741 km de novas redes e 155 mil ligações de esgoto previstas; Funrigs com +R$ 500 milhões contra cheias/macrodrenagem.
  • Energia (CEEE Equatorial): R$ 70 milhões no ciclo 2025/2026, incluindo subestação móvel em Xangri-lá.
  • Aeroporto Regional de Torres: em melhorias para ampliar capacidade de voos comerciais/executivos.
  • Planos Diretores: Capão da Canoa e Torres aprovaram diretrizes de "fachada ativa" e contrapartidas de infraestrutura para incorporadoras.
Fonte: Deep Research Gemini, 2026-08-22.
← Início Captação de Corretores →